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Brasileiros superendividados vendem o que tem


Brasileiros superendividados vendem o que tem para pagar aluguel, agora devo parcelas da máquina que tive que vender, afirma José Augusto.

Essa é a história de uma família que tem uma única renda, mas tem gastos extraordinários frequentes com a saúde de sua filha caçula que teve que vender até a máquina de lavar roupas para pagar o aluguel. Ele, que tem uma aposentadoria de um salário mínimo (R$ 1.212,00 atualmente) por também ter uma deficiência.

José Augusto conta que parte da aposentadoria fica para o banco assim que cai na conta, para pagar parcelas de um crédito consignado, que têm a aposentadoria como garantia. Sobra um pouco mais de R$ 700,00 para sustentar a família no mês.

José Augusto tem faturas de vários cartões de crédito em atraso, além das contas básicas de casa, somando dívidas que já passam de R$ 13.500,00. José conta que os cartões acabam virando um meio para ele pagar algumas contas.

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“Muitas vezes precisamos comprar remédios, compramos no cartão de crédito, aí quando chega a data de fazer o pagamento, nem sempre consigo pagar o mínimo, e vira uma bola de neve. Então, eu vou empurrando, pago a mais antiga e deixo as mais novas para depois. Mas nunca consigo quitar as dívidas completamente.

Desde o nascimento da nossa contamos com a ajuda de conhecidos, amigos e familiares.

Entretanto, nos últimos tempos, com essa crise que se agravou, não estou conseguindo mais arrecadar os valores para manter as contas em dia e o pior é que não está difícil só para mim, está difícil para quem ajuda também”, afirma José.

O caso dele é extremo, mas o avanço do endividamento e da inadimplência dos brasileiros é uma realidade no país como um todo.

Uma pessoa é considerada apenas endividada quando tem um compromisso financeiro, mas paga em dia. Ela se torna inadimplente quando não consegue pagar a dívida dentro do prazo de vencimento.

A tendência é que a inadimplência suba ainda mais em 2022 por causa do aumento das taxas juros e do fim de medidas emergenciais criadas pelo governo durante a pandemia para ajudar os endividados.

Para se ter uma noção, tanto o percentual de famílias endividadas quanto o de inadimplentes vêm batendo recordes desde 2021 e estão em seu maior patamar em 12 anos.

Endividamento recorde nas classes C e D

O nível de endividamento médio dos brasileiros ao longo do ano de 2021 chegou a 70,9%, o maior número até então, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Veja também: Uma em cada três famílias brasileiras possui dívidas em atraso

Em dezembro, o patamar foi de 76,3%, um recorde histórico. Em fevereiro desse ano, o recorde foi novamente superado: 76,6%.

As famílias brasileiras recorreram ao crédito por motivos diferentes, conforme a renda e a classe social. Mas, todas estão em níveis de endividamento elevados e com sérias restrições a mais crédito.

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Para as famílias de baixa renda, de até 10 salários mínimos mensais, a alta muita rápida da inflação deteriorou o seu orçamento.

No entanto, para as famílias mais ricas, com renda mensal acima de R$ 12.000,00, o primeiro fator do aumento do endividamento foram os juros muito baixos no início de 2021.

Com a taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira), que está agora em 10,75% ao ano e com perspectiva de superar 12% nos próximos meses, começou o ano de 2021 em 2%, o menor nível histórico.

Então, a conclusão que podemos chegar é que essas famílias aproveitaram para comprar imóveis, carros, num contexto de juros ainda favorável. Mas, infelizmente muitas pessoas que estavam nessa classe salarial acabarem perdendo seus empregos ou mesmo entraram em situação de falência.

Um segundo fator que contribuiu para mais endividamento foi o arrefecimento da pandemia com o avanço da vacinação ao longo de 2021, que fez essas famílias voltarem a consumir serviços, como viagens.

Inadimplência e juros em alta

Ao longo de 2021, apesar do avanço do endividamento, a inadimplência se manteve baixa na maior parte do ano, e a média anual ficou em 25,2%. Entretanto, a taxa começou a crescer a partir de outubro e naquele mês, mais de 25% das famílias tinham contas em atraso. Eram aproximadamente 27% em fevereiro de 2022, maior patamar, que teve início em 2010 pela CNC.

Entre famílias com renda de menos de 10 salários mínimos, o percentual já estava em 30,3% no dado mais recente disponível. Mas, em 2022 o endividamento deve se manter elevado, em patamares acima de 70%.

Com isso, a inadimplência deve continuar atingindo os maiores níveis da série histórica, provocando uma maior dificuldade das famílias em renegociar suas dívidas num ambiente de juros elevados. Com isso o crédito tem sido negado com mais frequência.

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Dívidas com cartão de crédito

O cartão de crédito segue imbatível como principal forma de endividamento dos brasileiros, apesar de as contas básicas terem tido o maior crescimento em participação nas dívidas em 2021.

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Quando são analisados quais compras estão sendo feitas com cartão de crédito pelos brasileiros, cerca 70% delas são em supermercados e em alimentos. Podemos concluir, portanto, que o principal motivo de endividamento das famílias brasileiras são mesmo contas básicas do dia-a-dia.

Também precisamos levar em conta que o rotativo do cartão, quando o devedor deixa parte da fatura para pagar depois, é a modalidade mais cara de crédito do país, com juros médios que podem chegar a 345% ao ano.

O Brasil tem uma dificuldade pela baixa renda e pela falta de educação financeira, mas se as pessoas pudessem escolher e tivessem condições financeiras para isso, elas com certeza escolheriam pagar as contas básicas num primeiro momento.

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Uma dica para evitar a inadimplência é colocar todo o orçamento da família na ponta da caneta para se ter uma noção exata de quanto entra, quanto sai e onde se pode cortar. Também é preciso ter uma visão clara de quanto a família deve e qual o percentual da renda familiar pode ser destinado ao pagamento das dívidas.

Depois disso, o correto é renegociar muito bem as dívidas juros mais altos, como do cartão, trocando por outra com juros mais baixos, como um crédito pessoal, por exemplo.

Depois disso, tente não se endividar mais, abra mão dos cartões de crédito ou, se não for possível, mantenha em cada um deles uma etiqueta com o valor da fatura remanescente, para não se esquecer do alto custo de usar um cartão de crédito.

Não tenha dúvida, para quem já está inadimplente, o caminho é cortar gastos supérfluos e renegociar as dívidas para reduzir o total, os juros e o tamanho das parcelas, para que se adequem melhor no orçamento.

Além disso existem algumas muitas opções de renegociação de dívidas no mercado, como feirões online, onde o devedor consegue negociar e parcelar suas dívidas e, a partir do pagamento da primeira parcela, já volta a ter o nome limpo.

Mas, vale lembrar que é preciso negociar em patamares que se consiga honrar.

Muitas pessoas acham que a renegociação é um processo moroso, que toma tempo, mas pelo site ou pelo aplicativo, leva minutos. Veja AQUI como milhares de pessoas estão conseguindo melhorar seu Score e voltar a ter crédito.

Porém, você deve tomar cuidado para não cair em fraudes.

Espero que esta informação ajude você a se organizar financeiramente e compartilhe com as pessoas que você gosta para ajuda-las a terem mais conhecimento sobre educação financeira.

Alessàndro B Machado





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